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Saúde na Imprensa


06/12/2017 – 13:11  —  Fonte: GAZETA DO OESTE

Corpo clínico retoma paralisação e pede saída da Santa Casa


Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM), a unidade está com condições de insegurança para o exercício da profissão

O corpo clínico da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA 24h) retomou a paralisação do mês passado, e agora pede, além da quitação dos três meses de pagamento atrasados, melhores condições de trabalho e a retirada da Santa Casa de Formiga da gestão da UPA. Até uma negociação ser feita, a unidade atenderá apenas os casos de urgência e emergência, e os quadros considerados "leves" serão direcionados aos postos de saúde.

Há pouco mais de 15 dias, devido aos quatro meses de salário atrasados, o corpo clínico da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA 24h) paralisou os serviços, atendendo de forma restritiva, como sinal de protesto à falta de atenção para as condições de trabalho no local. Após negociações e promessas de emendas parlamentares, os profissionais retomaram os atendimentos normalmente e deveriam receber a segunda parcela do pagamento na última sexta (1º/12).

PARALISAÇÃO

Na última semana, em uma reunião na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para discutir a situação da UPA, o diretor clínico da unidade, Rodolfo Monteiro Barbosa, ameaçou retomar a paralisação, caso o acordo não fosse cumprido e o pagamento não fosse efetuado.

A paralisação se iniciou na manhã de ontem e, após negociações, os médicos definiram quais seriam suas solicitações para retomar o serviço. De acordo com o diretor técnico da UPA, Marco Aurélio Lobão, a paralisação se deve não apenas aos salários atrasados mas também à falta de condições de trabalho, com medicamentos em falta, cerca de 50 pacientes internados nos corredores da unidade, entre outras coisas.

"Essa é uma situação que está realmente insustentável, hoje nós temos aqui uma gestão compartilhada pela Santa Casa de Formiga, que simplesmente não está cumprindo com o repasse de valores para fornecer as coisas, e, ao não cumprir isso, nós estamos com falta de medicamentos, materiais médicos. Nós temos uma situação crônica e excessiva, que simplesmente chegou a um ponto insustentável", declarou.

FALTA DE ESTRUTURA

De acordo com o último levantamento apresentado, a unidade contava com 50 pacientes internados nos corredores, e, em situações anteriores, os números já chegaram a 70 pessoas.

"Recebemos um relatório do CRM mostrando claramente que nós estamos com uma insegurança da atividade, então não fica mais só na questão dos salários, nós precisamos de condições de trabalho e ter condições para que, quando o paciente chegar para ser atendido, ele seja contemplado realmente com um atendimento digno e de qualidade", acrescentou.

ACORDO

Além de todos os problemas de estrutura, a unidade está funcionando atualmente sem um diretor administrativo, devido à demissão do ex-superintendente José Orlando, após este denunciar algumas irregularidades da gestora, Santa Casa de Formiga, ao Ministério Público. Para retomarem os atendimentos normalmente, os médicos pedem o pagamento de pelo menos duas folhas atrasadas, condições para a unidade não manter pacientes internados nos corredores, e ainda a retirada da Santa Casa de Formiga, da gestão da UPA."Mesmo que fossem repassados os honorários médicos, a UPA tem alguns outros pontos que ela não pode continuar sobrevivendo sem, por exemplo, o número excessivo de pacientes no corredor, as condições de insegurança para o exercício da profissão, definidas pela CRM, e, além disso, a retirada da Santa Casa de Formiga, da gestão da unidade", explicou.

Segundo Lobão, o pedido de retirada da gestora se deve ao fato de esta receber o dinheiro para efetuar a gestão de valores, porém, estes não são repassados para a unidade, situação essa documentalmente comprovada. "Em virtude disso, nós estamos tomando como ponto de pauta a decisão de não ficar mais subordinado à gestão da Santa Casa, e essa é uma das solicitações para que os médicos retomem os atendimentos normalmente", completou. Um dos exemplos da falta de condições da unidade é a dívida de seis meses com a empresa fornecedora de alimentos, além das faltas de medicamentos e materiais básicos.

ATENDIMENTOS

Durante o período da paralisação, a unidade funcionará com seu quadro de profissionais completo, entretanto, serão feitas restrições nos atendimentos.

Todos os pacientes passarão pela triagem e aqueles classificados como verde ou azul serão encaminhados para um posto de saúde. A UPA terá a escala de todos os médicos de plantão nas unidades do município. "Nós temos um atendimento que gira em torno de 60% dos pacientes verdes e azuis, ou seja, que não configuram risco iminente de vida. Com a reivindicação do corpo clínico, nós continuaremos atendendo apenas os casos de urgência e emergência, definidos como vermelho, laranja e amarelos, e os considerados em condições de pouca urgência deverão procurar o posto de saúde", concluiu.

Notícia adicionada por: Edson Braz
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