O Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG) instituiu a Comissão da Mulher Médica, que tem como objetivo a formulação de iniciativas que contribuam para a valorização da mulher médica e para a promoção da maior equidade profissional.
De acordo com a coordenadora da Comissão da Mulher Médica, a conselheira Cibele Alves de Carvalho, a iniciativa decorre do reconhecimento de que a participação feminina na medicina tem crescido de forma expressiva nas últimas décadas, inclusive com a relevante presença de médicas jovens. “Ao lado desse avanço, persistem desafios relacionados à desigualdade de oportunidades, à sub-representação em espaços de liderança, a diferenças remuneratórias, à sobrecarga decorrente da conciliação entre a vida profissional e pessoal, bem como a situações de assédio, discriminação e adoecimento psíquico”, explica a conselheira do CRM-MG e do Conselho Federal de Medicina.

Presidente da Comissão da Mulher Médica, a conselheira Regina Fátima Barbosa Eto diz que a comissão vai promover com frequência ações institucionais. “Vamos realizar debates, encontros, campanhas, eventos e outras iniciativas de caráter educativo sempre com foco nas condições de trabalho e na atuação da profissional médica mineira”, explica. A primeira atividade foi o I Fórum das Mulheres Médicas do CRM-MG [foto acima].
O evento discutiu conquistas, particularidades, desafios e dilemas das mulheres no exercício da Medicina. O evento contou com palestras, mesas-redondas e participação do público, promovendo o diálogo sobre liderança, carreira, equidade, saúde e condições para o exercício ético da profissão. O conteúdo das atividades está disponível na íntegra no canal do CRM-MG no YouTube.
O Estudo Demografia Médica no Brasil 2025 constatou que, pela primeira vez, mulheres se tornaram maioria entre os médicos do País e representam 50,9% do total de profissionais. Em 2010, as médicas correspondiam a 41% da população médica. As projeções indicam que, até 2035, as mulheres serão 56% do total de médicos brasileiros. Já são maioria em 20 das 55 especialidades. A Dermatologia lidera este ranking com 80,6% mulheres. Esse estudo foi organizado pelo Ministério da Saúde, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB).

“Persistem desafios relacionados à desigualdade de oportunidades, à sub-representação em espaços de liderança, a diferenças remuneratórias, à sobrecarga decorrente da conciliação entre a vida profissional e pessoal, bem como a situações de assédio, discriminação e adoecimento psíquico.”
Dra. CIBELE ALVES DE CARVALHO
Conselheira do CRM-MG e federal e coordenadora da Comissão da Mulher Médica
CRM – 27114/MG

“Vamos realizar debates, encontros, campanhas, eventos e outras iniciativas de caráter educativo sempre com foco nas condições de trabalho e na atuação da profissional médica mineira.”
DRA. REGINA FÁTIMA BARBOSA ETO
Conselheira do CRM-MG e presidente da Comissão da Mulher Médica