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II Simpósio Norte Mineiro de Queimaduras reuniu especialistas para discutir a qualificação do atendimento e a organização da rede assistencial.

Itagiba de Castro Filho – Conselheiro do CRM-MG

A qualificação da assistência às vítimas de queimaduras e a organização da rede de atendimento estiveram entre os principais temas do II Simpósio Norte Mineiro de Queimaduras, realizado em Montes Claros. O CRM-MG participou da abertura do encontro, representado pelo conselheiro e responsável pela Regional de Montes Claros, Dr. Itagiba de Castro Filho.

 

Organizado pelo Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro (HCMR), o simpósio teve como objetivo ampliar o conhecimento e contribuir para a capacitação dos profissionais que atuam no atendimento a pacientes com queimaduras.

 

O HCMR integra a rede de referência da Macrorregião de Saúde Norte e está credenciado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais como Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) Porte III, com atendimento de abrangência macrorregional.

 

“As queimaduras requerem atendimento adequado desde os primeiros socorros. O objetivo do simpósio foi disseminar a informação e preparar os profissionais para esse atendimento”, destacou o Dr. Itagiba de Castro Filho.

 

As queimaduras constituem um problema de saúde pública mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas são responsáveis por cerca de 180 mil mortes por ano, a grande maioria em países de baixa e média renda.

 

Organização da assistência

 

O simpósio contou também com a participação da presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), Dra. Kelly Danielle de Araujo.

 

Durante sua apresentação, ela abordou os principais aspectos da Resolução SES/MG nº 11.470/2026, que atualiza diretrizes e regras gerais da assistência aos pacientes queimados em Minas Gerais.

 

Entre as mudanças destacadas estão a definição das funções e responsabilidades na cadeia de cuidado, a revisão do cofinanciamento, a qualificação dos processos de monitoramento e avaliação, bem como a estruturação da rede assistencial.

 

Queimaduras em crianças exigem atenção especial

 

O Dr. Itagiba de Castro Filho, que também é pediatra, chama a atenção para os cuidados relacionados às queimaduras. Embora o atendimento infantil apresente particularidades, muitas das orientações de prevenção e primeiros cuidados são importantes para toda a população.

 

7 pontos importantes sobre queimaduras

A partir das orientações do Dr. Itagiba de Castro Filho, reunimos sete pontos importantes sobre a avaliação e os primeiros cuidados em casos de queimaduras.

 

  1. A extensão da queimadura é um dos fatores considerados na avaliação da gravidade

A área do corpo atingida é um dos aspectos utilizados na avaliação da queimadura. Em crianças, essa avaliação apresenta particularidades relacionadas às proporções da superfície corporal.

 

  1. Profundidade e localização da lesão também precisam ser consideradas

Queimaduras de terceiro grau são graves tanto em crianças quanto em adultos e necessitam de atendimento especializado. Nas queimaduras de segundo grau, a localização da lesão também deve ser considerada. Quando atingem regiões como face ou mãos, podem demandar avaliação em serviço especializado.”

 

  1. Algumas situações demandam atenção especializada

Em adultos, queimaduras que acometem mais de 20% da superfície corporal demandam atenção especializada. Em crianças, percentuais menores já exigem maior atenção, e queimaduras acima de 10% da superfície corporal podem demandar manejo especializado. A avaliação da gravidade também deve considerar fatores como profundidade e localização das lesões, idade do paciente, queimaduras por eletricidade e possível lesão por inalação.

 

  1. O que não fazer

Não furar as bolhas nem aplicar produtos caseiros, como pasta de dente, pó de café ou óleos, sobre as queimaduras. Cremes também não devem ser utilizados sem orientação adequada.

 

  1. Cuidados imediatos

A primeira providência é afastar a vítima da fonte de calor. A área afetada deve ser resfriada cuidadosamente com água corrente fria, não gelada, com jato suave, por cerca de 10 minutos. Gelo não deve ser utilizado.

 

Anéis, alianças, pulseiras, relógios e roupas apertadas devem ser retirados antes que ocorra inchaço. Sempre que possível, deve-se cobrir a região afetada com pano limpo, leve e seco ou gaze esterilizada.

 

  1. O tratamento não termina com a cicatrização da lesão

As queimaduras podem resultar em sequelas funcionais e estéticas, além de provocar impactos físicos e psicológicos. Dependendo da gravidade, o acompanhamento por equipe multidisciplinar é importante para favorecer a recuperação do paciente e minimizar efeitos duradouros.

 

Além disso, casos graves podem implicar custos elevados para o sistema de saúde, em razão das complicações e dos tratamentos necessários.

 

  1. Informação também faz parte do cuidado

Para auxiliar os médicos que atuam nos serviços de urgência e emergência, o Conselho Federal de Medicina disponibiliza material com orientações sobre a assistência a pacientes com queimaduras.

 

SAIBA MAIS:

Consulte a cartilha do Conselho Federal de Medicina sobre o atendimento a vítimas de queimaduras.

 

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