Na rotina intensa da medicina, onde cada minuto é dedicado a salvar vidas, muitas vezes falta espaço para olhar para si. É justamente essa reflexão que a campanha “O cuidado com quem nunca para”, lançada pela Unimed-BH, busca trazer aos médicos: quem cuida também precisa se cuidar.
Mais do que uma ação institucional, a campanha é um movimento que reforça o compromisso com a saúde em sua plenitude e tem o apoio do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), do Sindicato dos Médicos (Sinmed-MG), da Federação Nacional das Cooperativas Médicas (Fencom), do Conselho Superior das Entidades Médicas de Minas Gerais (COSEMMG) e da Unimed Federação Minas.
Entre as histórias que inspiram esse movimento está a da pediatra Filomena Camilo do Valle, conhecida como Dra. Filó. Com mais de 30 anos de profissão, ela defende que o cuidado começa dentro de cada um. Para a médica, a espiritualidade é essencial para manter equilíbrio e propósito diante dos desafios da prática médica.
“Se você não cuida de você, não é capaz de cuidar do outro”, afirma Dra. Filó. Em sua visão, trabalhar no piloto automático é um risco silencioso que leva ao vazio interior. “A vida do outro é muito preciosa. E, às vezes, nós somos a única possibilidade de alguém. Então, o nosso atendimento fará a diferença na vida de uma pessoa. Mas eu tenho que estar inteiro para dar conta de ver o outro. Tenho que ter olhado as minhas necessidades, resolvido, para poder dar conta do outro”, completa.

A espiritualidade, segundo Dra. Filó, é o que sustenta o médico diante da dor, da finitude e da rotina exaustiva. “A consciência da finitude foi uma das coisas que mais me transformou. Entender que eu acabo, que o fim ilumina o caminho. Se tenho consciência de que sou peregrina, alguém que sabe de onde veio e para onde vai, eu aprendo que tudo o que faço deve ser bem feito. Às vezes, é a última e única oportunidade de fazer o bem. Reconhecer que somos frágeis, vulneráveis, dependentes e finitos. O médico precisa
entender que também adoece. E, muitas vezes, é o pior paciente porque burla a si mesmo, mente para si”, alerta.
Com sua fala acolhedora, Dra. Filó deixa um convite aos colegas: “Você não precisa estar à beira da morte para refletir. Basta prestar atenção em si mesmo e responder: Qual é o seu desejo mais profundo? O que pode, de verdade, transformar sua vida? Essa resposta é pessoal. Mas é preciso perder tempo com você. O médico luta pela vida do outro. Mas, antes disso, precisa se salvar. Precisa ter prazer em exercer sua profissão. Alegria em saber que foi escolhido para levar vida a tantos. Cuide de você, para que possa cuidar de tantos que esperam o seu olhar, o seu carinho, o seu diagnóstico, o seu empenho.”
Para conhecer mais sobre essa história e acessar conteúdos exclusivos sobre autocuidado, visite o hotsite da campanha: comunicacao.unimedbh.com.br/autocuidado.

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